História da Automação Comercial – Parte 5

Tempo de leitura: 4 minutos

Porque entender a história da automação comercial vai ser útil para você? Para entender como gastar menos no investimento e manutenção da sua regulamentação fiscal. Automação Comercial e Cupom Fiscal andam lado a lado. Um(a) bom(boa) empresário(a) deve conhecer bem o contexto de negócios em que está se arriscando, e a parte tributária é uma das mais complexas e difícil de todas. Dominar essa trajetória vai ajudá-lo(a) a entender porque a legislação atual foi arquitetada dessa forma. Espero que a série “História da Automação Comercial” o ajude a conhecer melhor seu campo de batalha! 😉

Olá pessoal. Espero que estejam gostando de nosso e-book da história da automação comercial. Hoje vamos falar de um período conturbado mas que também representou uma oportunidade de crescimento gigante para os players do mercado de Automação Comercial. Tudo “começa” com o ano de 2007. Este foi o ano da Nota Fiscal Paulista (para os consumidores do Estado de São Paulo) e o ano da Substituição Tributária. Estes dois assuntos, por si só, mudaram de forma significativa o mercado.

SP foi o 1o a incentivar o consumidor a pedir o cupom fiscal
A NFP e a ST

A Nota Fiscal Paulista foi uma ideia do Sr. José Serra que tinha como base devolver parte do imposto (30% do valor do ICMS) ao contribuinte que, no momento da venda, informasse o seu CPF. Quando a ideia foi lançada nós, do mercado, prontamente a condenamos. Dissemos que tecnicamente a mesma era inviável. E parecia mesmo. De repente você tinha que gerar um arquivo e transmiti-lo para um Site do SEFAZ todos os dias, impressora por impressora. E com um problema: havia um parque gigante de ECFs instaladas que não estavam preparadas para isso.

Houve toda uma confusão para se adaptar softwares e equipamentos e, mesmo com alguns percalços, o projeto rodou bem. Podemos até dizer que foi um sucesso. E sim, ajudou tanto o cliente que queria trabalhar de forma mais organizada (lembrem-se que, neste momento os grandes varejistas já estavam a caminho das periferias) e quem queria ofertar solução de forma limpa, sem esquemas de sonegação. E, como o governo é bonzinho, na sequência e sem nos deixar respirar, instituiu a ST, ou substituição tributária, para grande parte dos produtos comercializados pelos varejistas. A ST, para ser didático, representa a antecipação do ICMS pago na fonte, na compra do produto. Ou seja: se eu vender ou não o produto, o imposto já está pago. Simples assim.

O lado bom disso (e tem), é que aqueles varejistas que sonegavam vendas perceberam que, a partir deste momento, não valia mais a pena sonegar (estou longe de dizer que a sonegação acabou). Com isso vários deles foram buscar um modelo de apuração fiscal e tributária que melhor se enquadrasse ao seu negócio. Um contingente grande de empresários, neste momento, resolve então abandonar os modelos de ME ou EPP e passam a operar em regime de Lucro Real ou de Lucro Presumido. Como sabemos, estes dois últimos exigem do empresário maior atenção as suas informações fiscais. E então o Software de gestão e os processos passam a ser relevantes.

Criando dificuldade para gerar facilidade

O ano passa, o mercado se acomoda e de repente vivemos um novo BOOM de vendas. Os empresários resolvem investir em AC. Tempo de vacas gordas para quem soube aproveitar bem. Passamos 2008 e 2009 vendendo bem novamente. Até que, em 2009, os distribuidores são pegos por duas dificuldades: a ST (chegou para os equipamentos eletrônicos e de informática) e a obrigatoriedade de emissão da Nota Fiscal Eletrônica.

Sim, meus amigos. Mais uma vez o SEFAZ e o Governo Federal criando dificuldades para criar facilidades futuras. O mercado em ebulição e os distribuidores parados, sem faturar, com medo de cometer erros. Foram 2 meses de adaptação e muitos problemas de entrega e expedição. Mas, como tudo na vida o mercado se adaptou e podemos considerar que a implementação da Nota Fiscal Eletrônica foi outro sucesso!

Quer saber o que acontece depois? Leia aqui a sexta parte da história da automação comercial

A série “História da Automação Comercial” foi escrita pelo parceiro Vitor Peixoto, originalmente para a nossa primeira versão deste blog, a Revolução do Varejo. Atualmente, Vitor escreve para o blog informa.ti, e o conteúdo dessa série está publicada neste post.

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