História da Automação Comercial – Parte 4

Tempo de leitura: 2 minutos

Porque entender a história da automação comercial vai ser útil para você? Para entender como gastar menos no investimento e manutenção da sua regulamentação fiscal. Automação Comercial e Cupom Fiscal andam lado a lado. Um(a) bom(boa) empresário(a) deve conhecer bem o contexto de negócios em que está se arriscando, e a parte tributária é uma das mais complexas e difícil de todas. Dominar essa trajetória vai ajudá-lo(a) a entender porque a legislação atual foi arquitetada dessa forma. Espero que a série “História da Automação Comercial” o ajude a conhecer melhor seu campo de batalha! 😉

Fala pessoal! Continuando nossa série da automação comercial, vamos falar sobre uma grande mudança ocorrida no início do novo século: a Bematech, que até então representava uma grande parcela dos negócios dos distribuidores de TA resolve caminhar com as próprias pernas. Isso mesmo. Ela decide então começar a atender suas revendas diretamente, quebra os acordos com os distribuidores e passa a concorrer com os mesmos.

Momentaneamente o movimento foi ruim para os distribuidores. Entretanto, este movimento motivou os mesmos a buscarem alternativas para recuperar o fôlego. Então empresas como Daruma, Elgin, Metrologic, Symbol, PSC, Menno, Gerbô e outras passaram a ser importantes. Para os canais o mercado também ficou interessante, pois agora havia opções, havia alternativas. Lembrem-se que este era o tempo de grandes margens.

O mercado parou…

Tudo ficou lindo até 2002. Neste ano, Lula surgia como alternativa forte ao PSDB. O mercado estava com medo e o dólar foi parar em quase R$ 4,00. Os empresários seguraram investimentos e o mercado parou. Só comprava tecnologia quem realmente não tinha alternativa. Além disso, até 2003 o Fisco fazia vista grossa e a sonegação comia solta no mercado, principalmente no varejo. Automatizar lojas era sinônimo de chamar fiscal para dentro das lojas, então todo mundo parou de comprar.

lula-lá
… e retomou

O Lula entrou e o mercado, aos poucos, foi se estabilizando. A partir de 2003 temos um forte empurrão dos governos estaduais para o aumento da fiscalização. É claro que o pequeno e médio varejista investia única e exclusivamente com o intuito de não tomar multas. A grande maioria sequer enxergava benefícios na automação de processos e uso da tecnologia.

Até que próximo a metade da década duas mudanças importantes começam a acontecer: entra em vigor a Substituição tributária e os grandes varejistas começam a invadir a periferia (em São Paulo ainda havia a Nota Fiscal Paulista). Trataremos desse assunto na sequência…

Quer saber o que acontece depois? Leia aqui a quinta parte da história da automação comercial.

A série “História da Automação Comercial” foi escrita pelo parceiro Vitor Peixoto, originalmente para a nossa primeira versão deste blog, a Revolução do Varejo. Atualmente, Vitor escreve para o blog informa.ti, e o conteúdo dessa série está publicada neste post.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *