História da Automação Comercial – Parte 2

Tempo de leitura: 4 minutos

Porque entender a história da automação comercial vai ser útil para você? Para entender como gastar menos no investimento e manutenção da sua regulamentação fiscal. Automação Comercial e Cupom Fiscal andam lado a lado. Um(a) bom(boa) empresário(a) deve conhecer bem o contexto de negócios em que está se arriscando, e a parte tributária é uma das mais complexas e difícil de todas. Dominar essa trajetória vai ajudá-lo(a) a entender porque a legislação atual foi arquitetada dessa forma. Espero que a série “História da Automação Comercial” o ajude a conhecer melhor seu campo de batalha! 😉

E aí pessoal, tiveram a curiosidade de pesquisar sobre a Mesbla? Foi muito bacana a repercussão da Parte 1 do E-Book sobre automação comercial. Muitos dos “dinossauros da Automação” (expressão carinhosa para se referir a quem está no mercado há muito tempo) me abordaram para falar de acontecimentos de épocas já remotas, pedindo para incluir isso e aquilo, etc. Fiquei muito feliz com isso, mas para que os textos não fiquem muito maçantes, vou procurar fazer apenas algumas menções.

Recapitulando…

Enfim, falamos na Parte 1 sobre o início de tudo, os anos 80, mais especificamente de 1982, com a implantação de leitores de código de barras e caixas registradoras inteligentes na Mesbla. Bom, fato é que até 1997 embora o mercado tenha crescido muito, ele ainda era motivado pura e simplesmente pelo desejo do cliente em melhorar sua operação (e, claro, em alguns casos, necessidade extrema para ganhar escala). Não havia pressão por parte do governo para adoção de automação nos PDVs por exemplo.

Claro que a partir de 1994 o governo começa um piloto com algumas grandes redes de varejo para uso de impressoras fiscais, modelo copiado da Itália e aperfeiçoado no Brasil, mas isso era ainda um embrião do que viria a ser no futuro. Na verdade, os Estados não viam o varejo com potencial de arrecadação maciça de impostos e, por isso, não pressionavam os varejistas. O varejista, por outro lado, aproveitava essa falta de pressão para sonegar tudo o que podia e o que não podia. Ok, foi assim que o varejo brasileiro começou a se formar.

epoca romantica da automacao comercial
nessa época o relacionamento do varejo com as revendas era assim…
A época romântica da Automação Comercial

Então, recapitulando, temos 15 anos de investimentos pontuais, feitos por clientes de porte gigante e grande? Sim. Mas, posso dizer, que esta foi a época “romântica” da automação comercial. Sim, você não leu errado. É uma época de desbravamento de mercado, onde nossos revendedores colocavam os equipamentos no porta malas dos carros e iam apresentar para os clientes. Onde todo revendedor tinha pelo menos um cliente gigante em sua carteira. Onde Petrobrás, White Martins, Pão de Açúcar e tantas outras empresas campeãs do mercado paravam para ouvir nossos revendedores falarem sobre aumento de produtividade, controle das operações, auditoria, controle de estoque, conferência, gestão e etc…

Neste período, algumas empresas brilharam. Casos da Seal e da Unimicro, no mercado de AIDC (coleta e captura de dados) e da Sweda e da Zenthus em Automação Comercial (frente de caixa, PDV e gestão de varejo). Nesta época não existiam distribuidores. Os revendedores falavam diretamente com os fabricantes (nacionais ou não), eram credenciados e iam para a ponta vender. Ganhava-se muito dinheiro com AC e AIDC nesta época porque os equipamentos eram caros, as margens eram excepcionais e os clientes estavam dispostos a investir. Era o mercado brasileiro saindo do período Sarney e Collor e ganhando esperança com o Real e com FHC.

Alguns dinossauros costumam dizer que as gerações seguintes não foram tão excepcionais quanto eles. Que até hoje quem compra pesadamente AC e AIDC são os clientes que foram abertos no período citado acima. Difícil dizer. Mas, fato é que se o mercado ficou do tamanho que ficou, as empresas citadas acima tem grande parcela de contribuição.

Quer saber o que acontece depois? Leia aqui a terceira parte da história da automação comercial.

A série “História da Automação Comercial” foi escrita pelo parceiro Vitor Peixoto, originalmente para a nossa primeira versão deste blog, a Revolução do Varejo. Atualmente, Vitor escreve para o blog informa.ti, e o conteúdo dessa série está publicada neste post.

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