História da Automação Comercial – Parte 1

Tempo de leitura: 4 minutos

Porque entender a história da automação comercial vai ser útil para você? Para entender como gastar menos no investimento e manutenção da sua regulamentação fiscal. Automação Comercial e Cupom Fiscal andam lado a lado. Um(a) bom(boa) empresário(a) deve conhecer bem o contexto de negócios em que está se arriscando, e a parte tributária é uma das mais complexas e difícil de todas. Dominar essa trajetória vai ajudá-lo(a) a entender porque a legislação atual foi arquitetada dessa forma. Espero que a série “História da Automação Comercial” o ajude a conhecer melhor seu campo de batalha! 😉

Parte 1 – O Início de Tudo: anos 80

Antes de mais nada quero deixar claro que não tenho a intenção ou pretensão de contar toda a história do Mercado de Automação Comercial no Brasil. Certamente existem pessoas mais capacitadas e com maior vivência para isso. Entretanto, também é uma verdade que pouca gente se interessa ou interessou em fazer isso até o momento e, se estou fazendo, é porque um grupo de amigos da Revolução do Varejo, que pensa fora da caixa, me estimulou a tal.

caixa_registradora
caixa registradora, o inicia da automação comercial

Estou no mercado AC ou TA (Tecnologia da Automação) desde 2001. Lá se vão quase 14 anos de experiência, embora seja juvenil perto de alguns amigos. Logo, tudo o que aconteceu antes disso conheço através de pesquisa e entrevistas que fiz com alguns colegas há alguns anos atrás quando comecei a pensar em escrever um livro sobre o tema (quem sabe este e-Book não é um pontapé para isso?).

Fato é que o mercado de AC inicia suas atividades há quase uma centena de anos, com as primeiras caixas registradoras sendo fabricadas. Sim, aquelas coisas lindas que hoje exibimos como artigos de luxo em decorações de restaurantes, bares ou em recepções de revendedores. Estes equipamentos foram a origem de tudo e devemos respeita-los. Entretanto, quando falamos de Brasil, vou começar a descrevendo o final dos anos 70 e início dos anos 80 quando um time excepcional de vendedores, técnicos, gerentes e diretores se formou sobre um teto: a NCR.

Sim, meus amigos. Em tempos de reserva de mercado (deixo para os mais novos a curiosidade de pesquisar o que foi isso) uma empresa americana despontava como líder de mercado, fornecendo caixas registradoras fabricadas ou montadas em território nacional para comerciantes no Brasil todo, através de uma estrutura de atendimento parte própria, parte com representantes comerciais. Era o tempo do cliente freguês, tempo em que se encostava no balcão da loja e tomava-se café com o dono, que se fazia no máximo 3 visitas por dia e que aquele que vendia 20 caixas registradoras por mês vivia muito bem. Exagero? De forma alguma. Eram equipamentos caros, totalmente mecânicos, e os clientes compravam pela confiança no vendedor e, claro, ganhava-se muito dinheiro dando manutenções nestes equipamentos. Era vender e, uma vez por mês, fazer a famosa visita para uma “limpadinha” nas engrenagens.

Como disse anteriormente, o time de vendas montado pela NCR era um time campeão. Grande parte deles estão até hoje no mercado, como empresários bem sucedidos ou na AFRAC, a entidade de classe que nos representa hoje. Vários ex-NCR participaram da fundação da mesma. Então, não é exagero dizer que a NCR é, de fato, o ponto de partida para a democratização do Mercado de AC no Brasil. Estes caras colocavam equipamentos no porta malas de seus carros e se enfiavam Brasil adentro para vendê-los. Sim, a NCR desbravou o mercado.

Claro que, como todo monopólio não dura para sempre, a NCR tomou algumas decisões que se mostraram equivocadas, o que levou a mesma a perder participação de mercado ao longo dos anos 80, estimulando seus campeões a abrirem seus próprios negócios.

mesbla_logo
mesbla, referência em automação comercial

Uma boa parte dos equipamentos da NCR eram mecânicos, embora no início dos anos 80 já houvessem modelos eletrônicos analógicos, que funcionavam na energia. E foi justamente com equipamentos deste tipo que, em 1982, a Mesbla implantou a primeira loja com leitura de código de barras no Brasil. Era dado o pontapé inicial do Mercado de AC como o conhecemos hoje.

Quer saber o que acontece depois? Leia a parte 2 da História da automação comercial

A série “História da Automação Comercial” foi escrita pelo parceiro Vitor Peixoto, originalmente para a nossa primeira versão deste blog, a Revolução do Varejo. Atualmente, Vitor escreve para o blog informa.ti, e o conteúdo dessa série está publicada neste post.

 

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